domingo, 14 de outubro de 2012

As Prova e viagens do maçons




Sendo a maçônica, uma escola de filosofia e simbolismo,em seu processo de evolução, deve ser contínuo.  Ao iniciamos a caminhada na construção de nosso templo interior no momento de nossa iniciação onde somos submetidos as quatro provas, que representam as antigas iniciações as quais simbolizam a terra o ar a água e o fogo. Quando nos apresentamos à porta desejando passar do prumo ao nível, e continuar no crescimento pessoal, está prestes a iniciar as novas viagens. Vamos falar de algumas delas.
 
- PRIMEIRA VIAGEM

A primeira viagem é consagrada aos cinco sentidos do homem, a Visão, a Audição, o Olfato, o Tato, e o Paladar. O vocábulo “Sentido” é derivado do latim sentire e se aplica a qualquer uma das aptidões da alma. Através dos sentidos, o corpo humano estabelece um relacionamento perfeito com o mundo exterior, é a percepção pelos cinco sentidos “convencionais” sendo esta comunicação a razão do viver. O homem isolado, encarcerado, tendo perdido seus sentidos, aproxima-se muito do ser inanimado o qual passa a ter uma vida vegetativa, quase que a definição da morte.
Substitui a Reg.’. pelo Pro.’.
O Apr.’. lembrai-vos que sozinho não pode terminar a sua obra, que eleva A.’.G.’.D.’.G.’. A.’. D.’.U.’. exige um duro e penoso trabalho com o Maço e o Cinzel, não se desviando do que pelos mestres , lhe foi traçado.

- SEGUNDA VIAGEM
Objetiva o estudo das cinco ordens da arquitetura: Dórica que significa União e representa a Inteligência, Jônica que significa Beleza e representa a Retidão, Coríntia que significa Grandeza e representa o Valor, Compósita que significa Força e representa a Prudência e por fim a Toscana que significa Perfeição e representa a Filantropia, estas ordens formam a base simbólica da maçonaria, pois além de considerar a arte de construir um princípio operativo, considera um conjunto arquitetônico a formação da personalidade humana, incluindo o seu caráter, e seus aspectos moral, intelectual e essencialmente espiritual.


A segunda viagem nada mais é que o símbolo do segundo ano, no qual o apr.’. deve adquirir os elementos práticos da maçonaria, isto é, a arte de traçar linhas sobre os materiais desbastados e aplainados, o que só consegue com a Rég.’. e o Com.’.

- TERCEIRA VIAGEM
A terceira viagem é dedicada às artes liberais concebidas na época do surgimento do REAA: gramática, retórica, lógica, musica e astronomia; Evidentemente hoje teríamos uma gama bem diferente a considerar, pois a evolução da tecnologia ensejou o surgimento de novas profissões, jamais imaginadas na época que surgiu o Rito.
Arquimedes dizia: " Dai-me um ponto de apoio que erguerei o mundo" .
Em nossa vida quando no deparamos com algum obstáculo a ser removido e que expressa um esforço impossível, o maçom deve evocar a alavanca e buscar esse "ponto de apoio". As vezes , a solução está perto de nós e não visualizamos porque nossa atenção está voltada para o grande obstáculo. A lição da alavanca é que não há peso que não possa ser removido. Existindo o problema, ao lado estará a solução, basta encontrá-la. Devemos aprender a usar esse poder que só a maçonaria propicia.
Esta viagem simboliza o terceiro ano, no qual, se confia o Apr.’. a direção o transporte e a colocação de materiais trabalhados.


- QUARTA VIAGEM
Por ser esta viagem essencialmente filosófica está simbolicamente dedicação à memória dos grandes filósofos: Solon, Sócrates, Licurgo e Pitágoras.
O Esq.’. que forma um ângulo reto nos ensina a retidão de nossas ações; o maçom em sua linguagem simbólica diz que pauta a sua vida "dentro do esquadro" tudo está na dependência da retidão, tanto na horizontalidade como na verticalidade.
Seguindo-se as hastes do esquadro, teremos dois caminhos que vão se afastando, quando mais distantes seguirem; isso nos ensinará que se nossa vida se pautada de forma correta, encontraremos o caminha da verticalidade espiritual e o da horizontalidade material.
Esta quarta viagem simboliza o quarto ano de um Apr.’. no qual ele deve ocupar-se principalmente na elevação do edifício na direção do seu todo, verificando a colocação de materiais reunidos para terminar a obra maçônica. Ela ensina que só a aptidão o zelo e a inteligência que tendes mostrado em vossos trabalhos, podem elevar-vos acima dos IIr.’. menos instruídos e zelosos do que vos.


- QUINTA VIAGEM
A quinta viagem é dedicada a glorificação do trabalho. Significa que, tendo, o candidato terminado a sua aprendizagem material, representada pelas quatro viagens, em que ele conduziu instrumento de trabalho, ele pode aspirar a alguma coisa além do que pode ser percebido no plano físico do Aprendiz. Ou seja, ele está pronto para a transição do plano físico ao plano espiritual, ou plano cósmico.
Transmite o seu significado, dizendo: esta quinta viagem mostra que o Apr.: suficientemente instruído nas práticas manuais, deve, durante o quinto e último ano, aplicar-se ao estudo teórico. Não basta estar no caminho da Virtude, para nela nos conservamos e chegarmos a perfeição. São necessários muitos esforços. Segui, pois, o objetivo traçado e tornai-vos digno de conhecer os altos trabalhos maçônicos.

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